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Jun 16

De quatro em quatro anos o Brasil inteiro se reúne em torno do evento de maior importância para uma nação. Milhões de pessoas vão às ruas demonstrar sua paixão pela nação. Vestem-se de verde, amarelo e azul. Fazem barulho em todos os sentidos! A mídia dedica toda sua atenção, na TV, nas rádios, nos jornais e na internet. Nas ruas, ninguém fala em outra coisa. O Twitter quase não agüenta tanta movimentação e assuntos relacionados ao Brasil alcançam o topo dos Trending Topics mundiais!

Essas são as eleições presidenciais! Certo? Infelizmente não… estou falando de Copa do Mundo de Futebol.

“Todos juntos vamos,
Pra frente Brasil!
Brasil!
Salve a Seleção”

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Oct 22

“Não falamos português, falamos brasileiro!”, diz Eni P. Orlandi, autora do livro Língua Brasileira e Outras Histórias. A autora tem também um artigo publicado intitulado Língua Portuguesa, na revista Ciência e Cultura. Nele, a autora afirma que a dúvida sobre qual idioma nós falamos é antiga! Segundo ela, “esta é uma questão que se coloca desde os princípios da colonização no Brasil”.

“A língua brasileira, ou o português no Brasil, não é apenas uma contextualização do português de Portugal; ela é uma historicização singular, efeito da instauração de um espaço-tempo particular diferente do de Portugal. Espaço-tempo que se caracteriza pela forte unidade da língua brasileira na representação do imaginário nacional. Em países de colonização, como o Brasil, dá-se o processo do que chamamos heterogeneidade lingüística pelo qual a língua funciona em uma identidade dupla. Desse modo, línguas que são consideradas as mesmas, porque se historicizam de maneiras diferentes em sua relação com a formação dos países, são línguas diferentes. Ou seja, falamos a ‘mesma’ língua, no caso do português do Brasil e o de Portugal, mas falamos diferente.” (Fonte: Enciclopédia das Línguas no Brasil)

Para Orlandi, a língua brasileira é tão diferente da portuguesa quanto o latim é do português. A Revista Galileu de outubro dá alguns exemplos das diferenças entre a “mesma língua”! Quem for assinante pode ler a matéria aqui, se não for seu caso, aqui vão alguns exemplos:

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