Hal Varian, economista-chefe do Google, fez uma apresentação nesta terça-feira (9/3/2010) no workshow “O Futuro do Jornalismo” e afirmou que a melhor saída para os j0rnais impressos é fornecer uma maior interação com os leitores e que a culpa da queda de circulação não é culpa do Google. Para ele, “os problemas financeiros da indústria da notícia começaram bem antes do nascimento da internet”.
A conclusão/conselho de Varian é que, para sobreviver, os jornais devem envolver mais os leitores ao invés de cobrar pelo conteúdo. Para ele, somente jornais com notícias muito específicas deveriam cobrar pelo acesso, pois as informações factuais possuem uma concorrência muito alta.
Outra coisa que compromete é o tempo de leitura de um jornal impresso, estimado por Varian como 25 minutos, mas eu discordo. Acho que para ler um jornal feito com papel se gasta, no mínimo, uma hora.Por isso, as pessoas preferem buscar pelo menos o título das notícias na internet durante seus 70 segundos de tempo livre.
O gráfico abaixo, elaborado pela Focus mostra a explosão dos sites das redes sociais desde 1995! Os números são baseados no Alexa e no Techcrunch e demonstram o desempenho das comunidades no cenário mundial.
Se o gráfico representasse somente o cenário brasileiro, acredito que a imagem ficaria bem diferente. Quer ver só? Quais das redes citadas abaixo você conhece e/ou utiliza(ou utilizou)?
Eu me sinto ilhado! Sem internet, sem telefone móvel, sem televisão e sem luz para ao menos ler alguma revista e passar o tempo. Toda a promessa de que a tecnologia seria a solução, na prática, tornou-se um grande problema. Na verdade, o problema não é a internet, mas sim todas as novas tecnologias e qualquer coisa que dependesse de energia para sobreviver. O blackout que afetou o coração do país acabou por alertar a nossa dependência dessas coisas modernas.
A Internet, uma rede descentralizada, capaz de sobreviver a tudo, inclusive uma bomba atômica, mostrou-se frágil. Não adianta possuir a informação se não for capaz de transmiti-la. Um jornalista da rádio Bandeirantes mostrou-se indignado com a Eletropaulo por não divulgar nada em seu site. Mas de que adiantaria se os maiores afetados estão sem acesso?
Pelo que fui informado pelo rádio, nunca houve um problema tão grande no mundo. A situação tornou-se caótica. Escrevo agora graças ao final da bateria que ficou armazenada no meu netbook. Aparentemente, até o Paraguai foi afetado. A coisa está feia. Amanhã, esse texto pode parecer exagerado, mas lembre-se de como você se sentiu naquele exato, isso é, pouco mais de meia noite.
Esse vídeo foi postado pela equipe do Google no YouTube no início do mês passado e conta, de maneira breve, a história dos 11 anos de existência do Google. Da Stanford à Mountain View e a redor do mundo, seus diversos produtos, dos primórdios das ferramentas de busca ao Google Wave, StreetView e o Chrome.
Um dia desses (desculpe, mas este post quase foi esquecido no tempo pelo fato de eu nunca ter tempo de finalizá-lo), lendo a newsletter da “Meio & Mensagem”, deparei-me com uma notícia que chamou bastante a atenção: “Circulação das revistas semanais cresce 5,6%”.
Diante de tudo que vemos por aí, como a morte dos jornais impressos, ou do fato de pelo menos estarem à beira do precipício, o cancelamento de revistas nacionais, como foi o caso da Revista da Semana, da Editora Abril, dentre tantas outras notícias sobre aquilo que parecia ser o capítulo final do mercado impresso, a informação publicada chega a ser contraditória.
Porém, logo na chamada temos a explicação óbvia e um pouco frustrante: “A alta do primeiro semestre foi sustentada pelo interesse dos leitores por novelas, bastidores da televisão e vida das celebridades”.
Bruno Cardoso - Jornalista e tecnólogo da informação, santista, 25 anos, apaixonado por tecnologia e comunicação, quase um geek... e totalmente inEXATO!