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Mar 11

Hal Varian, economista-chefe do Google, fez uma apresentação nesta terça-feira (9/3/2010) no workshow “O Futuro do Jornalismo” e afirmou que a melhor saída para os j0rnais impressos é fornecer uma maior interação com os leitores e que a culpa da queda de circulação não é culpa do Google. Para ele, “os problemas financeiros da indústria da notícia começaram bem antes do nascimento da internet”.

A conclusão/conselho de Varian é que, para sobreviver, os jornais devem envolver mais os leitores ao invés de cobrar pelo conteúdo. Para ele, somente jornais com notícias muito específicas deveriam cobrar pelo acesso, pois as informações factuais possuem uma concorrência muito alta.

Outra coisa que compromete é o tempo de leitura de um jornal impresso, estimado por Varian como 25 minutos, mas eu discordo. Acho que para ler um jornal feito com papel se gasta, no mínimo, uma hora.Por isso, as pessoas preferem buscar pelo menos o título das notícias na internet durante seus 70 segundos de tempo livre.

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Dec 18

livro_o_que_e_jornalismo

O jornalismo, independente de qualquer definição acadêmica, é uma fascinante batalha pela conquista das mentes e corações de seus alvos – leitores, telespectadores ou ouvintes. Uma batalha geralmente sutil e que usa uma arma de aparência extremamente inofensiva – a palavra, acrescida, no caso da televisão, de imagens. Entrar no universo do jornalismo significa ver essa batalha por dentro, desvendar o mito da objetividade, saber quais são as fontes, discutir a liberdade de imprensa no Brasil.

Essa é a definição de Jornalismo que Clóvis Rossi escreveu no livro “O que é Jornalismo”.

Livro esse que possui todo um significado especial para mim, visto que foi o primeiro que ganhei quando entrei na faculdade de Jornalismo. (Obrigado primo e jornalista @jgabrielandrade)

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Dec 17

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Nov 25

Pouco tempo depois que publiquei o post anterior (Jornalismo: O público enlutado lamenta e comunica seu falecimento) que falava sobre o fim do Jornalismo, me deparei com mais uma notícia falando sobre o desaparecimento do jornal.

A notícia, cujo título é “The Press: The Vanishing Newspaper“, algo como “Imprensa: O Jornal Desaparecendo”, foi publicada na revista Time e traz uma série de números sobre a economia de espiral descendente na qual os jornais impressos se encontram.

Times Magazine

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Nov 23

Capa Imprensa - Nº 250

A Revista IMPRENSA do mês de outubro, edição 250, publicou uma reportagem de capa muito boa sobre a já anunciada morte do modelo jornalístico atual. Afinal, “são muitos os sintomas que apontam uma falência múltipla de órgãos jornalísticos: fim da Lei de Imprensa, desregulamentação do profissional diplomado, crescimento vertiginoso das mídias sociais, queda nas circulações de imprenso mundo afora, migração de verbas publicitárias, cerceamento jurídico da liberdade de expressão, influência do Estado nos meios de comunicação… Se há um futuro incerto à espreita, um ‘novo jornalismo’ precisa ser criado”.

Os fatos são nítidos e urgem uma transformação radical do jornalismo, uma completa adequação ao universo digital da web 2.0 e da informação por segundo.

Em sete entrevistas com jornalistas, publicitários, pesquisadores, escritores, empresários, parlamentares, entre outros, a revista lista sete sintomas que indicam a falência do velho e bom Jornalismo

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Nov 04

Foi publicada hoje, pela S2 Comunicação, uma pesquisa realizada entre julho e setembro de 2009, para identificar o uso das redes sociais pelos jornalistas brasileiros. No total, foram feitas 900 entrevistas, onde 712 dos jornalistas entrevistados responderam fazer parte de pelos uma das redes socais apontadas como as de maior representatividade no Brasil: Orkut, Facebook, Twitter, Flickr, Linkedin, Myspace, além do YouTube.

Desse total, quase 85% afirmam fazer parte do Orkut, enquanto pouco menos de 50% utilizam o Twitter. Segundo a pesquisa, para a interpretação desses dados, é necessário levar-se em conta o tempo de implantação da rede social no universo brasileiro e o fenômeno da expansão.

A pesquisa demonstra também que a maioria dos participantes utiliza mais as redes sociais em casa, algo em torno de 70%, do que do trabalho. E, além disso, 72,07% dizem fazer uso das redes tanto para assuntos pessoais quanto profissionais.

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Oct 29

jornais-lerFalar sobre queda de vendagem dos jornais impressos não é nenhuma novidade. Os últimos dados sobre o assunto foram publicados no New York Times e na Associated Press, ambos baseados no estudo do Escritório de Auditagem de Circulação (ABC – Audit Bureau of Circulations), que demonstra que a circulação média diária de 379 jornais dos Estados Unidos da América. Entre abril e setembro, como já era de se imaginar, a circulação diária caiu 10,6% e, aos domingos, 7,5%, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

A pesquisa afirma que circularam, no período analisado, cerca de 30 milhões de jornais impressos. No ano anterior, esse número foi de 34 milhões. Entre os 25 maiores jornais diários dos EUA, o que teve a maior queda foi o The San Francisco Chronicle, algo em torno de 26% e somente um teve aumento de vendagem, o Wall Street Journal, que viu a sua circulação crescer 0,6%. Dessa forma o WSJ passa a ser o jornal com maior tiragem do país, superando o USA Today, que caiu de 2,3 milhões de exemplares diários para 1,9 milhão, de acordo com a agência EFE.

Na internet, o Wall Street Journal também demonstra bom desempenho, com mais de 400.000 assinantes. Segundo os números da Nielsen Online, os sites de jornais registraram mais de 72 milhões de usuários únicos por mês, contra 60 milhões em 2007. Porém, segundo publicação do New York Times, os jornais online não estão conseguindo segurar os dólares dos anunciantes, embora a publicidade na internet esteja se recuperando. Segundo a reportagem, para os anunciantes, “os sites de jornais são os sapatos de couro e salto alto do mundo online – são usados em ocasiões especiais, mas outros sapatos ficam com o dia a dia”. Os outros sapatos são as redes de publicidade online como as do Google e AOL.

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Oct 26
  • Jornalista no PCVocê não gosta de mudar – porque mudança é tudo que a indústria tem a oferecer para você
  • Você não tem paixão pelo assunto – porque as pessoas com paixão já estão falando sobre isso na web, e elas são mais interessantes
  • Você quer continuar fazendo o mesmo trabalho que fazia há cinco anos – porque aquele trabalho já tornou-se história
  • Você não gosta que os leitores comentem – porque eles têm inúmeros métodos de responder ao seu trabalho, permitindo ou não que deixem comentários nos seus artigos
  • Você não gosta de linkar – porque os links são a nova economia dos conteúdos
  • Você quer definir o que é importante – porque o poder de decisão está novamente nas mãos do público
  • Você odeia tecnologia – porque esse é o futuro (de qualquer forma, a imprensa e a máquina de escrever já foram tecnologia um dia)
  • Você tem uma visão limitada de quais habilidades você precisa desenvolver – porque as habilidades que você precisa estão em constante evolução
  • Você não gosta de concorrentes – porque o seu número de concorrentes está aumentando diariamente
  • Você não consegue ouvir mais do que falar – porque se você não consegue fazer isso, você nunca será um completo jornalista

Essa é a tradução do post “This is a Bad Time to be a Journalist If…”, publicado no One Man and His Blog.

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Oct 19

CronômetroApós muita navegação e pesquisas frustradas no Sr. Google, foi realmente complicado achar uma definição que me agradasse de Jornalismo em Tempo Real. Na verdade, acredito que as terminologias associadas aos novos formatos de Jornalismo propiciados pelos avanços das tecnologias ainda é bastante precária. Diversos autores utilizam diversas denominações para tratar de um mesmo formato.

Webjornalismo, Jornalismo Digital, Jornalismo OnLine, On Line ou On-Line, Jornalismo Eletrônico, Jornalismo de Internet etc. São vários os termos e seus significados se confundem de acordo com a interpretação de cada autor, apesar de cada um denominar uma prática diferente do ofício.

Na monografia que estou elaborando, optei por utilizar Jornalismo em Tempo Real, que, em minha opinião, engloba todos os citados acima além do rádio e telejornalismo.

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Oct 06

JornalismoUm dia desses (desculpe, mas este post quase foi esquecido no tempo pelo fato de eu nunca ter tempo de finalizá-lo), lendo a newsletter da “Meio & Mensagem”, deparei-me com uma notícia que chamou bastante a atenção: “Circulação das revistas semanais cresce 5,6%”.

Diante de tudo que vemos por aí, como a morte dos jornais impressos, ou do fato de pelo menos estarem à beira do precipício, o cancelamento de revistas nacionais, como foi o caso da Revista da Semana, da Editora Abril, dentre tantas outras notícias sobre aquilo que parecia ser o capítulo final do mercado impresso, a informação publicada chega a ser contraditória.

Porém, logo na chamada temos a explicação óbvia e um pouco frustrante: “A alta do primeiro semestre foi sustentada pelo interesse dos leitores por novelas, bastidores da televisão e vida das celebridades”.

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