De quatro em quatro anos o Brasil inteiro se reúne em torno do evento de maior importância para uma nação. Milhões de pessoas vão às ruas demonstrar sua paixão pela nação. Vestem-se de verde, amarelo e azul. Fazem barulho em todos os sentidos! A mídia dedica toda sua atenção, na TV, nas rádios, nos jornais e na internet. Nas ruas, ninguém fala em outra coisa. O Twitterquase não agüenta tanta movimentação e assuntos relacionados ao Brasil alcançam o topo dos Trending Topics mundiais!
Essas são as eleições presidenciais! Certo? Infelizmente não… estou falando de Copa do Mundo de Futebol.
“Todos juntos vamos,
Pra frente Brasil!
Brasil!
Salve a Seleção”
Hal Varian, economista-chefe do Google, fez uma apresentação nesta terça-feira (9/3/2010) no workshow “O Futuro do Jornalismo” e afirmou que a melhor saída para os j0rnais impressos é fornecer uma maior interação com os leitores e que a culpa da queda de circulação não é culpa do Google. Para ele, “os problemas financeiros da indústria da notícia começaram bem antes do nascimento da internet”.
A conclusão/conselho de Varian é que, para sobreviver, os jornais devem envolver mais os leitores ao invés de cobrar pelo conteúdo. Para ele, somente jornais com notícias muito específicas deveriam cobrar pelo acesso, pois as informações factuais possuem uma concorrência muito alta.
Outra coisa que compromete é o tempo de leitura de um jornal impresso, estimado por Varian como 25 minutos, mas eu discordo. Acho que para ler um jornal feito com papel se gasta, no mínimo, uma hora.Por isso, as pessoas preferem buscar pelo menos o título das notícias na internet durante seus 70 segundos de tempo livre.
Eu me sinto ilhado! Sem internet, sem telefone móvel, sem televisão e sem luz para ao menos ler alguma revista e passar o tempo. Toda a promessa de que a tecnologia seria a solução, na prática, tornou-se um grande problema. Na verdade, o problema não é a internet, mas sim todas as novas tecnologias e qualquer coisa que dependesse de energia para sobreviver. O blackout que afetou o coração do país acabou por alertar a nossa dependência dessas coisas modernas.
A Internet, uma rede descentralizada, capaz de sobreviver a tudo, inclusive uma bomba atômica, mostrou-se frágil. Não adianta possuir a informação se não for capaz de transmiti-la. Um jornalista da rádio Bandeirantes mostrou-se indignado com a Eletropaulo por não divulgar nada em seu site. Mas de que adiantaria se os maiores afetados estão sem acesso?
Pelo que fui informado pelo rádio, nunca houve um problema tão grande no mundo. A situação tornou-se caótica. Escrevo agora graças ao final da bateria que ficou armazenada no meu netbook. Aparentemente, até o Paraguai foi afetado. A coisa está feia. Amanhã, esse texto pode parecer exagerado, mas lembre-se de como você se sentiu naquele exato, isso é, pouco mais de meia noite.
Apesar de ainda ser um protótipo e de não haver garantia de ser lançado comercialmente, o IN (Innovation of Newspaper ou Inovação do Jornal) é mais uma alternativa aos “custos” dos jornais impressos, assim como o Kindle, da Amazon.
Criação dos designers Seon-Keun Park e Byung-Min Woo, os mesmos que juntos com Sun-Hye Woo e Jin-Sun Park, criaram há algum tempo um leitor de e-books em Braille, o aparelho tem o objetivo de ser uma máquina capaz de atualizar notícias em um jornal eletrônico, evitando, assim, o uso de papel e recursos naturais.
“As acusações contra a produção do jornal tradicional são muitas: provocar a derrubada de árvores, gastar muita água, usar tinta na impressão, sem contar as emissões de gases poluentes durante o transporte e todos os gastos com energia”, afirma o site EcoDesenvolvimento.
Bruno Cardoso - Jornalista e tecnólogo da informação, santista, 26 anos, apaixonado por tecnologia e comunicação, quase um geek... e totalmente inEXATO!